terça-feira, 10 de julho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
lógica de Mathilda
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domingo, 8 de abril de 2012
depois de muito tempo... libertação é precisa

São 3h da manhã e recebi uma mensagem a dizer que o monstro do meu ex-marido se andava a passear cheio de gandulagem no meu carro. Quem me conhece sabe que poucas coisas me tiram o sono, muito poucas mesmo pois consigo gerir muito bem situações de possível stress e só por isso e pelo arcaboiço psicológico que tenho bem como o apoio crucial de algumas pessoas me fizeram ultrapassar o esquema que me montaram e que me dizem constantemente o meu ex-mar
ido ser um dos motores.
Mas voltando ao assunto do carro, não e propriamente o carro que me tira o sono mas sim tudo o que a ele está inerente e este sentimento constante nos últimos tempos de a minha pessoa, o meu eu, a minha integridade a minha personalidade, aquilo que eu mais sou na minha forma mais pura que é uma mulher batalhadora, persistente, espalha brasas ser-me retirado só porque tem de ser porque fui constituída arguida num processo fantasma e num outro mais do “além” ainda. Casei-me por amor com uma pessoa que só me queria afinal chupar o dinheiro e por “ele ser pai da minha filha tenho de ter respeito” etc etc... TUDO TRETAS!!! Porque no dia em que pela priemira vez me bateu quando estava a dar de mamar à Mathilda ele não teve esse respeito não só por ser a mãe da filha dele (e dizer isto até me enoja porque não o merece, não merece alguma vez ter tido algo comigo e muito menos uma filha tão especial como é a Mathilda que não é apenas um anjo devido aos seus caracóis loiros e feições meigas mas especialmente porque é um bebé ternurento empático e abençoado, e por muito que digam que fisicamente com ele se parece ele não pode de todo ter contribuído e ser pai de um ser tão puro assim) mas também por ter sido a única pessoa que algum dia se preocupou verdadeiramente com ele, que lhe deu uma família que se lembrou inclusivamente que fazia anos (para não falar de todo o conforto material que ele e a sua família usufruíram e soube agora umas quantas namoradas/mulheres/kengas o que lhe queiram chamar). E
ainda me tira mais o sono o ao ter-me separado, porque apesar de o achar péssimo marido e nada digno de estar ao meu lado, não quis que o vínculo pai-filha fosse quebrado e promovi várias visitas e inclusivamente por não ter casa e querer participar no banho da bebé, nas refeições, permiti que continuasse a frequentar a casa. O que aproveitou apenas para ver os jogos de futebol, me roubar 4.000€, as chaves do carro e agora o carro, que foi comprado com dinheiro de poupanças que fiz ao longo da (curta) vida, mas que fiz com muito esforço a trabalhar e estudar ao mesmo tempo, e que ainda tem a lata de dizer que é um bem comum também dele, que deu metade do valor do carro, quando nunca contribuiu com um tostão para a nossa casa nem tão pouco com qualquer ajuda ou cuidado pois quando a Mathilda com apenas um mês e meio esteve a morrer e vim de urgência para Portugal, nem nessa altura se dignou a ter o telemóvel perto para saber como estavam as coisas. E muito menos teve o respeito quando me esmorrou a cara e pontapeou, no meio da rua, perante inúmeras testemunhas e COM A MATHILDA NO SEU COLO! Pois é... dizendo depois à bebé que a mãe tinha caído num buraco, enfiando-se num carro e seguindo o seu caminho com a bebé num pranto. Em que a minha car

Mas o pior é que não acabou, porque este foi só mais um capítulo do terror porque passei desde que ela nasceu e veio num crescendo em que sem querer não se consegue sair e não sei ainda hoje explicar porquê. Foram dois anos da lenga-lenga mais que conhecida de bate e pede desculpa, de maus tratos psicológicos e quando decido que acabou o monstro tira a máscara e à boa maneira vai-se fazendo de vítima e a fraca comunidade portuguesa vai-lhe batendo nas costas, porque a outra não lhe batendo nas costas também não o renega e ele sente-se o rei e senhor porque como diz “eu sou são tomense e estou em são Tomé, tu não mandas nada aqui”, mas graças a Deus alguns são tomenses vão-no pondo no sítio e quando estou junto desses ele perde a sua força, mas em terra de cegos quem tem olho é rei e em terra de pretos ser-se branco infelizmente ainda para quem é preto é prestigiante e o monstro vai-se engalanando especialmente porque um nosso muito amigo e que sabia do terror que vivi lhe dá força e diz que sim que ele tem todo o direito a ver a filha e que eu sou péssima mãe porque não o deixo vê-la, esquecendo-se de toda a não assistência que ele nunca deu e de todas as vezes que se ocmbinou ver a Mathilda não apareceu com desculpas de “ela não está doente?” quando a bebé teve uma desinteria porque a levou a almoçar a um bar de rua onde as condições higiénicas são nulas, ou “estou a lavar a roupa”. Quando nos anos telefonou para a filha as 22h38 e no Natal passou a deixar um presente mas nem se preocupou a estar com ela. Quando no dia da nossa viagem de regresso estava na fronteira (e digam-me como é possível isto acontecer visto ter de passar a sala do chek in, e o controle de bagagem) para me impedir de viajar, em que todos notaram o medo da Mathilda em relação a ele e a aversão, bem como a insensibilidade dele e o dizer à boca cheia que a bebé não saía porque “ela é são tomense, eu sou são tomense e estamos em são Tomé e quem manda sou eu” assim como às inúmeras tentativas de tudo e todos o demoverem quando lhe propuseram eu retirar a queixa crime contra ele respondeu “ah isso, não há problema que isso não vai a lado nenhum” e tinha razão e fala com conhecimento de causa pois 3 queixas contra ele que tenho de ameaças de morte e 2 agressões com testemunhas e em lugares públicos nunca foi detido ou ouvido seuqer pelo ministério público e a primeira remonta a Dezembro, sendo que esta última teria sido apanhado em flagrante delito, a Policia Nacional nada fez e apenas ao fim de uma semana a perguntar porque não passei por lá, eu respondo que não tinha de passar, que eles é que tinham agora de fazer o trabalho que eu já tinha apresentado a queixa bem como o relatório médico, o senhor me diz que então o ia mandar deter e enviar para o Ministério Público e para eu não me esquecer de ir para lá às 14h, ao que apesar de não entender o porquê de ir para lá respondo que naturalmente não me esqueceria e às 14h lá fui para o Ministério Público para mais uma vez esta instituição gozar com a minha cara, pois fiquei lá até às 16h, obrigada a ver o ar de cinismo do monstro para sair sem ser ouvido sequer pelo Ministério Público quando um detido tem de ser obrigatoriamente presente não só ao MP mas também ao juiz, o que não aconteceu, e depois através da secretaria vim a saber que ele tinha vindo da policia não como detido mas não sabem como quê mas que tinha vindo com TIR (Termo de Identidade e Residencia) – ora que isto é uma brincadeira pegada ou há aqui qualquer coisa visto por muito menos ter eu visto pessoas serem presente a juiz, tal como aquando da invasão da minha casa e furto das chaves do carro bem como do carro ter sido detido, porque graças a Deus o comandante não estava e então a policia actuou nos conformes, mas à chegada ao Ministério Público é solto, mais uma vez, e ainda lhe entregam o carro sem ele provar que o bem é dele (o registo está me meu nome) ou que é dele por inerência do regime de comunhão de adquiridos do casamento pois não pode ter tido tempo para pedir uma certidão de casamento nem tão pouco o registo do carro para provar que a sua compra é posterior ao casamento. E o que revolta mais é que é este mesmo Ministério Público que por um lado não dá vazão às minhas queixas e tenta por meios estranhos e pouco profissionais incriminar-me de algo que não fiz e nunca poderia ter feito – tráfico de crianças – em que só por ter sido pública a acusação já de si denota a pouca consistência da mesma. Foi este ministério Público que ardilosamente me chama a minha casa (1 DIA ÚTIL a seguir à acusação pública) dizendo ter uma notificação à minha espera, e à minha chegada deparo-me com 2 agentes da Policia de Investigação Criminal – em que um deles é irmão da minha da mulher que me acusou e o outro grande amigo não só dessa mas também da procuradora a quem por artes mágicas os processos com o meu nome vão parar e 3 estagiários da procuradoria, entre eles a irmã do procurador geral, ora se fosse um caso real e credível de tráfico de crianças julgo ser pouco prudente entregar o caso a estagiários que ainda por cima estiveram fora muito tempo e tinham acabado de regressar desconhecendo em pleno a realidade do país tal como demonstraram depois durante o meu inquérito em que acharam muito estranho os pais darem os filhos para adopção a brancos (quando todo o turista já presenciou mães a oferecerem os filhos para que elas os levem para Portugal para terem uma vida melhor). Para não falar de o meu inquérito ir sempre dar ao mesmo beco de eu andar a “roubar trabalho aos são-tomenses”. Em que me detiveram sem qualquer mandato, portanto raptaram-me, fazendo-me entrar no carro com o pretexto de ir ser presente ao Ministério Público mas para me preparar que podia ficar presa e assim me arrancaram a Mathilda do colo... e me levaram directamente para a Policia Nacional gozando pelo caminho comigo que ia ficar detida dois dias porque no dia seguinte era feriado, em que à minha pergunta se sendo assim tinham avisado a embaixada o sr kelve dá uma gargalhada e diz que estamos me são Tomé e eu como jurista devia saber que estou sob jurisdição daquele país e portanto eles não têm de avisar ninguém, quando não é assim pois existe uma convenção de Viena que obriga a comunicação à embaixada do nacional desse país sempre que um cidadão estrangeiro é detido bem como não me deixaram comunicar com ninguém nem nenhum advogado e não fui informada do porquê de ter sido detida, tantos direitos humanos violados e mesmo assim a embaixada que por portas travessas soube do que me tinha acontecido para alem de ter tido dificuldade em visitar não me conseguiu tirar deste inferno que teimava em não ter fim. E mesmo depois de me terem pilhado a casa levando desde os desenhos da Mathilda à minha máquina fotográfica que é digital e portanto bastava terem copiado o cartão, operação que não demoraria muito visto apenas ter três fotografias, as provas apresentadas ao juiz são um telemóvel desligado que eu nunca tinha visto, daqueles dos mais baratos que se vendem em são Tomé e a minha agenda pessoal mas que não provam nada da acusação que vai vazia e é a secretaria do tribunal que ao ler o documento do MP escreve falsificação de documentos. Mas mesmo sem indícios ou provas o ministério Público pede prisão preventiva, quase que obrigando o juiz a impor-me o TIR com proibição de viajar. Ah... e nem era suposto ser este juiz a ouvir-me o que também é estranho visto existir um princípio fundamental na administração da justiça que é o juiz natural e por isso existir uma distribuição aleatória de processos, mas no MP duarnte as 4/5h que estive sob interrogatório ridículo e anedótico que ia sempre parar a estar a roubar o trabalho aos são tomenses várias vezes me foi dito pelos procuradores estagiários (kelve e irmã do procurador geral) que se tinham de despachar para eu confessar pois tinha de ser presente ao Dr. Monteiro!!! Isto é chocante, mas quiseram todos os anjinhos que o dr Monteiro não estivesse na altura em que fui ouvida... Tudo isto e mais outras tantas coisas estranhas que aconteceram começaram a pôr-me completamente desesperada e emocionalmente muito fragilizada coma agravante de ser época natalícia, já ter as viagens compradas para passar o Natal em casa, a Mathilda fazer anos logo de seguida e a minha irmã mais nova bem como ser o aniversário da morte do meu querido avô, e é feito um pedido para poder viajar, o qual foi celeremente despachado pelo juiz mas até hoje não teve qualquer pronúncia do MP, o qual tem obrigatoriamente de dar os eu parecer, apesar de não ser vinculativo. E a aumentar a estranheza no dia em que o pedido é enviado para o MP, numa manhã, à tarde sou notificada para comparecer e sou constituída arguida num outro processo acusada do mesmo crime! Mais uma coisa estranha e mais estranho ser a procuradora Vera Cravid, amississima da Celiza, a ter o processo assim como ter o primeiro também! E lá mais um inquérito em que tudo vai dará estar a roubar trabalho aos são tomenses, em que no âmbito de uma acareação a pessoa que me devia reconhecer não reconhece mas passadas 2 horas, e depois de ter saído da sala, já reconhece e até se lembra do que eu disse e que ia com uma criança mas não se lembra nada acerca da criança nem se era branca ou preta, loira ou morena, pequena ou grande, menino ou menina. Em que a Vera chama as minhas empregadas e lhes diz que branco não é amigo de preto, que elas são piores que eu porque são pretas e eu ando a traficar crianças e elas são cúmplices entre outras coisas chegando a dizer que é uma pena uma delas ser tão bonita que vai ser a mulher daqueles reclusos todos e mandando a outra para a cela por alegadamente estará mentir por dizer que eu não trafico crianças quando dias antes esta mesma senhora admitiu perante uma pessoa que sabiam que eu não fazia nada mas como andava a fazer concorrência aos juristas são-tomenses e o caso tinha tomado proporções internacionais tinham de arranjar alguma coisa e a coisa que arranjaram foi acusarem-me de falsas declarações, quando em lado algum dizem que declarei alguma coisa, subtração fraudulenta de menor (rapto) quando no texto de acusação dizem que a criança foi-me entregue pela mãe e falsificação de documentos quando todos os documentos que apresentam são verdadeiros emitidos pelo registo civil de são Tomé! Ridículo mas mais ridículo é perante o despacho do Dr. Juiz Garrido que muito bem explica tudo e toda a situação o Procurador Geral vir inflamado para a TVS dizer que era uma vergonha o que o juiz tinha feito em deixar-me viajar! Quando vergonha é raptarem uma pessoa sem investigação nenhuma, não lhe assegurar os direitos mais básicos e que a constituição são-tomense plasma, existirem uma série de nulidades, ilegalidades e irregularidades em todo o processo e ele não as fiscalizar, as minhas empregadas terem apresentado queixa e nunca terem sido chamadas, eu ter queixas, correr risco de vida e nada ser feito e este senhor e a embaixada de Portugal que tem o dever de acompanhar e supervisionar nada fizeram deixando-me a mim à mercê do segredo de justiça por ser arguida e de mãos e pés atados por estar num pais que não é meu e de um momento para o outro se demonstrou hostil sem eu ter mudado em nada o meu comportamento para com toda a população, valeu-me nisto tudo pessoas que já me conheciam antes e sempre tiveram ao meu lado, o Dr. Afonso Varela a quem desesperada recorri quando soube que tinha de vir com urgência a Portugal fazer exames e me acolheu e sempre esteve disponível para me ouvir (algo que nem a nossa cônsul ou o nosso embaixador alguma vez fizeram), o meu advogado dr. Hélder Costa que para além de um excelente profissional foi um bom amigo também, as minhas empregadas que sem elas não teria conseguido manter a sanidade emocional minha e da Mathilda, alguns, poucos mas muito bons amigos e a família e, em último, mas o fundamental nesta minha liberdade o Dr. Garrido que se apercebendo de tudo o que se estava a passar tem a coragem de por o dedo na ferida e sob pena de muitas acusações que lhe fez o PGR que devia ter vergonha de como muitas investigações são feitas e ainda mais este meu caso, e me deixou a salvo a mim e à minha filha usando a lei para o que ela serve, fazer justiça!
Texto enorme e talvez meio atrapalhado, mas está tudo tão cá dentro e a precisar de sair... agora aos poucos vou-vos relatando e explicando melhor tudo... mas agora precisava de sair, de gritar aos 7 ventos como dói muito ser-se chamada criminosa na rua, falarem nas costas, ser-se abandonada por aqueles que muito ajudámos e sempre tivemos ao lado e pior de tudo... ser-se acusada do pior crime contra aqueles que sempre e sempre mais quis e protegi, as crianças!

terça-feira, 29 de novembro de 2011
ser saudável

Quem me conhece sabe que se há algo que me dá prazer e aquilo que me dá mais prazer é ser mãe. Hoje acordei mais cedo que a Mathi e vim para a sala adiantar trabalho, tem sido bastante nestes últimos tempos e especialmente muito de voltas voltinhas reuniões e pesquisas. E olhei a sala... desarrumada. (claro que está desarrumada, diria a minha mãe se estivesse aqui) Mas com uma desarrumação saudável... se se pode dizer que há (e a turtle acordou a chamar por mim, “maminha, esti maminha”, “já!... e lavar dentes e cara” ;) e assim acorda muito bem disposta). Legos, até empelhados numa das caixas, lápis de cor, de cera e folhas, muitas, cheias de rabiscos com aviões misturados pelo meio! E é por isto que é bom ser liberal... trabalhar enquanto ela aqui ao pé brinca, ir trabalhar com vista para o mar e levá-la para se divertir no parque infantil. Ter tempo para esperar que acorde, vesti-la, brincar um bocadinho... ter tempo para estar ao ritmo dela e vê-la crescer todos os dias, ser a primeira a ouvir a primeira novidade e ser quem a ensina e ajuda a descobrir este mundo maravilhoso em que ela é a actriz principal no seu desenvolvimento. E lembro-me da Rute, pediatra fantástica que me viu pela primeira vez, numa aflição, e mais tarde descreveu que me conheceu “muito mãe” e isso é tão bom! J
Como mãe é também saber deixá-la ir meio fim de semana com o pai, aproveitando para descansar e recuperar forças. Saudades? Muitas... deitada na praia e no mar a vê-la brincar e, afinal, não está. Mas aproveitar o descanso é também ter o luxo de dormir uma sesta ou poder dormitar na praia. Maravilhoso também para ela que as minhas baterias recarregam e a paciência volta ao seu ponto máximo!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
porque é 11/11/11...
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
encontros

domingo, 2 de outubro de 2011
Novo mês, novo fôlego!




O dia estava a saber muito bem... Um bom acordar com continuação no pequeno-almoço e boas voltinhas pela cidade. Amaciador para o cabelo da turtle encontrado, banhinho e caracóis outra vez bem definidos e hidratados com um cheirinho maravilhoso. Almoço e sesta. Legos, livros, puzzles e muita brincadeira com Zanzi e mini à mistura e o dia estava a correr mesmo bem, um dia como há muito já era preciso! Mas... melhorou! E choveu, muita chuva daquela quentinha que ameniza o calor. Vem o fresquinho e calçámos as galochas e de gabardina lá fomos para a rua... passeando, gargalhando a cada salto nas poças de água que depressa se formaram à mercê desta chuva tropical. Parei e fiquei a deliciar-me com a alegria que a simples queda de chuva pode trazer e lembrei-me... 1º de Outubro!!! Novo mês com tão bons prenúncios – precisamos - dia fantástico com direito a início da estação das chuvas que há muito se desejava com toda a limpeza e vida que esta traz a um país verdejante que começava a dar lugar ao tom amarelado.
Seguimos até ao avenida onde ao skype com cascais se mataram muitas saudades e se fizeram muitas brincadeiras que deram direito a novo banho na chegada a casa sem perigo de gripes, constipações ou outras maleitas... jnatar à beira mar e... apesar de tudo é bom viver nos trópicos! ;)
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Castelos na Areia
Ao ver as fotografias deste fim de semana lembro-me como sou uma sortuda! Apesar de não ter água há três dias e num só dia ter tido de ligar para o Sr. Flávio da EMAE umas 10 vezes... agora já temos electricidade quase 24h sobre 24h! Apesar de por vezes ficarmos absolutamente incomunicáveis, quando estamos comunicáveis até dá para falar por skype em tempo real! Apesar de a maioria trabalhar em “ralanti”... com algum esforço até os conseguimos pôr a trabalhar bala bala (o pior é quando eles não aparecem mesmo no local de trabalho...). Mas a maior sorte, para além de ter uma bimby onde faço pãezinhos para o pequeno almoço, pães de leite, bacalhau com natas, feijão tropeiro, bacalhau com broa e crepes com queijo e espinafres... tenho primavera/verão o ano todo e um mar quente e praia para desfrutar o ano inteiro!!! Praia sossegada a 30 minutos de casa onde, depois de uma semana desgastante e dois dias de grande angústia e preocupação, para não falar de uma grande decepção, é o que dá ser-se céptico e continuar a acreditar que a espécie humana vale a pena (e espero, apesar de tudo, continuar a acreditar), posso ir nadar e fazer castelos na areia com a minha tartaruguinha, descomprimindo e esquecendo tudo, fazendo relembrar o melhor que a vida tem, as novas frases que a Mathilda já faz, as expressões dela e o seu sorriso que me fazem lembrar que tudo vale a pena, todos os suores frios, todas as preocupações e todas as decepções valem a pena quando ao fim de semanas de trabalho consigo devolver, com a ajuda de outras pessoas, o sorriso a uma criança, a uma criança que seja, que nunca conseguiu sorrir com o sorriso verdadeiro, franco e despreocupado e vitorioso que demonstra a certeza de que o mundo é dela e tem um futuro enorme e cheio à sua frente, esse sorriso que é dela e que nunca a deixaram exteriorizar e acreditar que esses sonhos eram possíveis e é tão bom vê-los crescer... como à minha tartaruguinha que cada vez está maior e com a barbatana tamanho 24 a crescer a olhos vistos, meiguinha e cada vez mais com a sua personalidade própria e é tão, tão gira... :)
terça-feira, 16 de agosto de 2011
FÉRIAS

Lavar os dentes
Os dentes tardaram a crescer... mas já aí estão e pois claro a escova e a pasta também teve de aparecer! Depois de uns bons dias a imitar a mãe e o pai e depois de recusar a pasta de dentes com sabor a “fragola”....
Tananan,
Um dia, sem mais nem menos, pediu a pasta também e foram horas a lavar os dentes. Por água, cuspi-la, escova, pasta, esfrega, esfrega e desde aí todas as manhãs e noites são um divertimento que dura horas, basicamente até nós arranjarmos outra distração! ;)
Saudades da Turtle
E o pai saiu com a turtle para um passeio para a mãe poder descansar... estas noites foram de esquecer, com febres, mamar sem parar, beber água... estava exausta. Desta vez custou um pouco porque se agarrou a mim a dizer “mãe rua, mãe rua”, mas eu precisava mesmo de descansar. Ver um pouco de televisão, ler sem estar a brincar com legos, ver cartões de animais ou ler livros... precisava, mas agora, 3 horas depois, já estou com saudades da minha gorda que está a crescer a olhos vistos, já fala tudo e cada dia é uma nova conquista. As frases começam a ser maiores e por vezes já têm algo a ligar as palavras. A independência está ao rubro quando passa um dia a brincar sem me ligar nenhuma e quando saio vem toda contente dizer “chau” e dar um beijinho! É tão bom vê-la assim... mas ao fim de três horas de não a ter no mesmo espaço dá saudades... :)
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
cansaço e descanço!

a árvore das chuchas


quinta-feira, 28 de julho de 2011
coisas giras
Estava aqui a deliciar-me a pensar nos momentos fantásticos que temos vivido com a Mathilda, e a pensar... giro! Giro! E lembrei-me... giro, giro é a criança já ter voltado ao

horário São Tomense, e eu não... e claro que às 6h da manhã custa levantar apesar do sorriso bem disposto acompanhado de um “Mãe” bastante sonoro e que já não se deixa enganar pela maminha e responde antes “banana!”. Banana??? Às cinco e meia da manhã??? A criança endoideceu... e nós que não temos bananas em casa!!! A Mathi come-as umas atrás das outras...
acabaram! Claro que ao fim de uma hora, vencido pelo cansaço de um “banana” bastante persist
ente, o pai saiu e foi ao mercado! J
Giro foi também a independência da Mathilda a empurrar o seu carrinho em plena gare do aeroporto de Berlim ou a transportar o seu pequeno-almoço na estação de Copenhaga... e que ninguém a ajudasse que ela é bem capaz de fazer as coisas sozinha! Giro é também to

das as manhãs a Mathi querer por as lentes de contacto e tão bem que as põe depois da mãe, o lavar os dentes que adora! Tudo muito sem ajuda e independente, quem diria??? Ou então, q
ue numa loja, só porque se apaixonou pelas cadeirinhas pequeninas me disse tão bem adeus e por lá ficou, de volta, ao entrar, recebi logo muitos beijinhos e... um novo adeus!!! Quem diria??? Com tanto colo, mimo, mama a qualquer hora e noite com os pais a beb
é ia ser tão pouco medrosa, tão pouco independente e tão pouco despachada... já a minha mãe dizia que eu gostava de contrariar tudo e todos, parece que a Mathi também, especialmente os grandes gurus da psicologia do bebé!!!
terça-feira, 26 de julho de 2011
saudades matadas e outras que ficaram por matar!
De volta a Portugal foi tempo de matar saudades da família e dos amigos, muitas ficaram por matar mas os jantares de sushi para a mãe, esparguete para a Mathilda, e bife para o pai, serviram para armazenar conversas, brincaeiras e cumplicidades entre os amigos e família bem como os fantásticos gelados do santini ou as sardinhadas em casa da mana Nês, onde foi maravilhoso ficar a morara e ver e perto, de dia para dia, o nosso batas a crescer crescer crescer, faltou o jogo do super Mário mas com o batas cá fora será mais divertido em igualdade de circunstâcias ;) e, mesmo que rápidos os almoços e visitas de e aos amigos de longa e curta data valeram por horas de conversas pois ficaram as promessas de agora em diante as visitas serem regulares. Ai... e os passeios e a descoberta de recantos nas cidades da nossa vida como o bife do mar em Sintra??? Fantásticos esses dias... ;) E tanta ciosa tanta fica por dizer e tanto ficou por dizer e fazer J esperam-se os próximos capítulos à medida que as memorias forem surgindo faltando desde já o casamento da Erica que foi o momento que finalizou a nossa tour e onde a mathilda tirou a barriga de misérias comendo dois pratões de sopa e dois terços do meu folhado de pato com espinafres (chamem-lhe burra chamem!) bem como da dança até às 24h30!!! Faltam as fotografias para reviver a farra bem como o tão bonita que madrinha e afilhada estavam, que despoletou um sentimento de adoração na afilhada nunca antes visto!
Esperemos que na próxima ida ao burgo os que não conseguiram estar connosco consigam para que as saudades não nos matem antes... ou então, que tal uma visita ao centro do mundo???

sestas e brincadeiras

De Schippol e levando para sempre a voz estridente e irritante, não deixando de ser extremamente cómica, do motorista do autocarro a anunciar o hotel íbis, seguimos para Copenhaga!!! 23h e nós à procura de hotel!!! Sobe desce, desce sobe... grunjes e outras gentes mais para lá que para cá a darem-nos indicações lá descobrimos um de uns indianos onde mudámos três vezes de quarto e onde o cheiro a fumo foi irradicado com a compra de incenso no chinês próximo do hotel! Copenhaga foi a rainha das sestas e das brincadeiras nos inúmeros parques infantis sempre emoldurados por parques verdes, lagos e gente de toalha estendida a fazer a fotosíntese! Cidade amiga dos bebés e das crianças onde em qualquer lado há um fraldário ou um parque ou espaço para as crianças brincarem e despenderem o seu tempo. Ciclovias organizadas e espaço para os peões também cidade não tão vibrante para nos apaixonarmos como aconteceu com Berlim, mas antes para nos enamorarmos e saboreáramos com calam toda a calma que uma cidade cheia de parques e sestas pode proporcionar apesar do seu trânsito e do reboliço de uma grande cidade europeia!

Amesterdão foi o destino seguinte onde o clima não ajudou, nem tão pouco os preços... mas com humor e uns supermercados excelentes com pronto a comer ajudaram a passar os dias e descobrir que a Mathi adora esparregado e nada de comida para bebés! Com os 5 dias por aqui pudemos ainda visitar Leiden, uma cidadezinha muito acolhedora e ao domingo só começa a funcionar depois das13h! Em Amesterdão tivemos a oportunidade de ver um fantástico e fascinante mosaico de gente de toda a parte do mundo sem sentirmos que ali não pertencem... todos, transversalmente, deixavam transparecer que a sua pátria era aquela e mais nenhuma, não se sentido divididos entre o pais que os acolheu ou aos seus pais e o pais onde viviam. Todos eram de Amesterdão! De chocar o terem-me chamado à atenção por estará dar de mamar numa loja... em Amesterdão... e ainda o consumo de droga em parques infantis e muito perto de crianças...





